seis palavras em exercício.
seis
palavras
mudas
não
dizem
basta!
basta!
seis
mudas
não
dizem
palavras
seis
palavras
mudas
dizem
não
basta!
não
dizem
não
basta
seis
palavras
mudas
seis
palavras
não
dizem
basta
dizem
basta
seis
mudas
não
palavras
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
poeminha infantil.
poeminha infantil.
marimbondo vinha voando
pousando em balé
picou a cabeça do mané
não doeu nada
seu mané usa boné
olé!
marimbondo quis picar
a crista do garnizé
levou uma bicada
zonzo deu de cara na escada
parece que ficou lelé
olé!
sai do meu pé, chulé!
marimbondo vinha voando
pousando em balé
picou a cabeça do mané
não doeu nada
seu mané usa boné
olé!
marimbondo quis picar
a crista do garnizé
levou uma bicada
zonzo deu de cara na escada
parece que ficou lelé
olé!
sai do meu pé, chulé!
a ...eta da julieta.
p/ bocage.
a ...eta da julieta.
como fico teso na cozinha
dou uma paradinha
em câmera lenta
enfio goela abaixo
um teco de polenta
ahhhhh!
a ...eta da julieta é preta
imunda como o rabo da marieta
que fazia careta
quando via meu perneta
atrás da mureta
pau de galinheiro
de tantos paus
que ali deixam suas marcas
a dita cuja
tem pêlo pra todo lado
uma abertura imensa
não fica na vertical
tá sempre pensa
todo homem quando vê a ...eta da julieta
fica de cabelo em pé
e o resto dormente...
cheira
tateia
faz cara de quem comeu e não gostou
aquela cara de humilhado indigente
pega o boné
num prejulgar inclemente
(dá pra dormir com um barulho desse?)
credo, como fede, parece que ela não lava a ...eta.
tô aqui batendo uma e pensando
na ...eta da julieta.
nossa! que pressa a minha!
justo agora
o molho branco caiu da minha mão
borrou minha calça azul clara
ah, se a jussara
a ...eta da julieta.
como fico teso na cozinha
dou uma paradinha
em câmera lenta
enfio goela abaixo
um teco de polenta
ahhhhh!
a ...eta da julieta é preta
imunda como o rabo da marieta
que fazia careta
quando via meu perneta
atrás da mureta
pau de galinheiro
de tantos paus
que ali deixam suas marcas
a dita cuja
tem pêlo pra todo lado
uma abertura imensa
não fica na vertical
tá sempre pensa
todo homem quando vê a ...eta da julieta
fica de cabelo em pé
e o resto dormente...
cheira
tateia
faz cara de quem comeu e não gostou
aquela cara de humilhado indigente
pega o boné
num prejulgar inclemente
(dá pra dormir com um barulho desse?)
credo, como fede, parece que ela não lava a ...eta.
tô aqui batendo uma e pensando
na ...eta da julieta.
nossa! que pressa a minha!
justo agora
o molho branco caiu da minha mão
borrou minha calça azul clara
ah, se a jussara
perna de taquara
rival dela visse
ia pensar o quê?
ia fazer um auê
achar que sofro de ejaculação precoce
maldita tosse!
ainda não estou satisfeito
vou bater um pouco mais
como cansa!
estou molhado de suor
pelo esforço repetitivo
ei! parece que o fermento é bom
como cresce!
nossa!
nunca vi crescer tanto!
ah, se a julieta estivesse aqui
abrindo a ... eta pra eu ver...
é que sou curioso,
fogoso e o escambau
cara de pau até
por pensares libidinosos que me vêm
sobre a julieta e sua ...eta
a ...eta da julieta é preta
sou doido pra fuçar nela
a massa da torta tá no ponto
o molho jogarei por cima
preciso descansar
como será a ...eta da julieta?...
se a bolseta fede assim
imagina a bolsetinha escondidinha
dentro da calcinha
perto do ...etão
onde ela guarda seus trocados...
(sei tudo sobre ela)
ah, bolseta, é com esse...?
ia pensar o quê?
ia fazer um auê
achar que sofro de ejaculação precoce
maldita tosse!
ainda não estou satisfeito
vou bater um pouco mais
como cansa!
estou molhado de suor
pelo esforço repetitivo
ei! parece que o fermento é bom
como cresce!
nossa!
nunca vi crescer tanto!
ah, se a julieta estivesse aqui
abrindo a ... eta pra eu ver...
é que sou curioso,
fogoso e o escambau
cara de pau até
por pensares libidinosos que me vêm
sobre a julieta e sua ...eta
a ...eta da julieta é preta
sou doido pra fuçar nela
a massa da torta tá no ponto
o molho jogarei por cima
preciso descansar
como será a ...eta da julieta?...
se a bolseta fede assim
imagina a bolsetinha escondidinha
dentro da calcinha
perto do ...etão
onde ela guarda seus trocados...
(sei tudo sobre ela)
ah, bolseta, é com esse...?
terça-feira, 14 de setembro de 2010
atemporal.
atemporal.
no chã árido de plantas súbitas brota o verde empós dos temporais. o corpo frenético de um ser esquelético afunda lameado na derradeira miragem de um sol a moldar relevos paradoxais do tempo primaveril que, quanto mais nasce, mais morre a abstração futura na querência imensa de andares retroativos do presente mutável. há de se ludibriar ainda, pois o frescor d'água que o brinda tão efêmero é tão-somente o desejo, a volúpia, de um passo de cada vez do caminheiro
insatisfeito rumo ao horizonte metamórfico em que ele apenas passa sem se importar com seus descartáveis pensares: sinônimos do espelho que o molda.
no chã árido de plantas súbitas brota o verde empós dos temporais. o corpo frenético de um ser esquelético afunda lameado na derradeira miragem de um sol a moldar relevos paradoxais do tempo primaveril que, quanto mais nasce, mais morre a abstração futura na querência imensa de andares retroativos do presente mutável. há de se ludibriar ainda, pois o frescor d'água que o brinda tão efêmero é tão-somente o desejo, a volúpia, de um passo de cada vez do caminheiro
insatisfeito rumo ao horizonte metamórfico em que ele apenas passa sem se importar com seus descartáveis pensares: sinônimos do espelho que o molda.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
a bendita foi-se.
a bendita foi-se
chegou com sua malinha.
de repente.
parecia santa peregrina
em dia de procissão.
malandrou-se.
maquiada
coloriu minha vida.
rezávamos todo dia
à nossa eternal felicidade,
aí começou ir pra cidade
e o diabo dela se apoderou.
tanto ela me jurou
com os te amo ilusórios
que corri em cartórios
de casórios
pra legalizar nosssa situação.
agora,
depois e eu ter-lhe dado pão
me vem com a separação.
disse-me que ia montar um alazão
na garupa de um cabrão.
lhe respondi: vá então -
da porta da casa
com a foice na mão
é.
a bendita foi-se.
maldita hora
que deus atendeu minha oração
e me deu uma santa do pau oco.
chegou com sua malinha.
de repente.
parecia santa peregrina
em dia de procissão.
malandrou-se.
maquiada
coloriu minha vida.
rezávamos todo dia
à nossa eternal felicidade,
aí começou ir pra cidade
e o diabo dela se apoderou.
tanto ela me jurou
com os te amo ilusórios
que corri em cartórios
de casórios
pra legalizar nosssa situação.
agora,
depois e eu ter-lhe dado pão
me vem com a separação.
disse-me que ia montar um alazão
na garupa de um cabrão.
lhe respondi: vá então -
da porta da casa
com a foice na mão
é.
a bendita foi-se.
maldita hora
que deus atendeu minha oração
e me deu uma santa do pau oco.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
paineira velha - 2
paineira velha - 2
ah, paineira velha
de idos carnavais
por que te vejo
como um beijo
que não provarei jamais,
tua sombra
assombra meus ideais
tais a ti sentir-me
esquecido
em cada flor nascida
na primavera da vida
que revela meus ais
ah, paineira velha
de idos carnavais
por que te vejo
como um beijo
que não provarei jamais,
tua sombra
assombra meus ideais
tais a ti sentir-me
esquecido
em cada flor nascida
na primavera da vida
que revela meus ais
sábado, 4 de setembro de 2010
paineira velha
paineira velha.
paineira velha
de beira de estrada
tanto fui e vim
tanto vou e volto
de tudo que eu sabia
de tudo me revolto
se já não sei de nada
nem duma nova jornada
nem mesmo de mim
paineira velha
de beira de estrada
onde o pássaro faz morada
mora nos meus olhos
ó marco de encruzilhada
de frutos na caminhada
que não colhi
vendo tua copa florida
na vida encantada
sinto que por ti passo
tão só como tu
resistindo ao tempo
de um portal ao vento
ao relento
da lua apagada
que vai se abrir
luzir
se sei tudo que sei
já de saber de tudo
meu coração mudo
nas rédeas da esperança
nunca se cansa
de tantas viagens
desde tua sombra
a lúdicas paragens
dum corpo sofrido
que cansado descança
livre leve criança
ó incontida festança
estrada da paineira velha!
que minh'alma não fique calada
se eu um dia não regressar
estarei como tu esquecida
na primavera da vida
que daqui vejo noutro lugar
paineira velha
de beira de estrada
tanto fui e vim
tanto vou e volto
de tudo que eu sabia
de tudo me revolto
se já não sei de nada
nem duma nova jornada
nem mesmo de mim
paineira velha
de beira de estrada
onde o pássaro faz morada
mora nos meus olhos
ó marco de encruzilhada
de frutos na caminhada
que não colhi
vendo tua copa florida
na vida encantada
sinto que por ti passo
tão só como tu
resistindo ao tempo
de um portal ao vento
ao relento
da lua apagada
que vai se abrir
luzir
se sei tudo que sei
já de saber de tudo
meu coração mudo
nas rédeas da esperança
nunca se cansa
de tantas viagens
desde tua sombra
a lúdicas paragens
dum corpo sofrido
que cansado descança
livre leve criança
ó incontida festança
estrada da paineira velha!
que minh'alma não fique calada
se eu um dia não regressar
estarei como tu esquecida
na primavera da vida
que daqui vejo noutro lugar
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